Viver neste mundo escondido no seio da Santíssima Virgem



            Durante dois mil anos a Santíssima Virgem foi honrada e glorificada pela civilização cristã através da cultura e da arte, nas suas mais diversas expressões.
Em nossa civilização moderna, no entanto, em nome da cultura e da arte “emancipadas” o que temos visto são hediondos sacrilégios e ofensas ao Imaculado Coração.
Diante desses desvarios da nova civilização sem Deus, vem-nos à mente outra vez o grande S. Luis Maria Grignion de Montfort, quando magistralmente define o sinal indubitável e infalível para se distinguir entre um herético e um réprobo de uma alma predestinada:
         “O sinal mais infalível e indubitável para distinguir um herético, um homem de má doutrina, um réprobo de um predestinado, é que o herético e o réprobo não têm senão desprezo ou indiferença pela Santíssima Virgem. Com suas palavras e exemplos, abertamente ou às ocultas, esforçam-se por lhe diminuir o culto e o amor, e isso por vezes sob belos pretextos”. (Montfort, Luis Grignion de. Tratado da Verdadeira Devoção
à Santíssima Virgem Maria – “Preparação ao Reino de Jesus Cristo”).
E referindo-se àqueles que se esforçam por exaltar-lhe as virtudes e dignidade de Mãe do Verbo, o mesmo Santo exorta-nos:
“Santo Agostinho, ultrapassando-se a si mesmo, afirma que os predestinados, para se tornarem conformes à imagem do Filho de Deus, vivem neste mundo escondidos no seio da Santíssima Virgem. Lá são guardados, alimentados, sustentados e criados por esta boa Mãe, até que Ela os gere para a glória depois da morte. Este é propriamente o dia do seu nascimento, pois é assim que a Igreja chama a morte dos justos. Ó Mistério de graça, escondido aos réprobos e tão pouco conhecido dos predestinados!“ (idem)
Assim, no silêncio e na solidão da oração e da penitência, da meditação contemplativa, vivem escondidas no seio da Santíssima Virgem essas poucas e desconhecidas almas reparadoras do mundo, esses desconhecidos corações abrasados, os inaudíveis lábios sussurrantes que recitam o saltério de Maria em contínua interseção pela alma dos pobres pecadores.
Irreconhecíveis para o mundo porque refugiadas em Maria, revestidas pela graça, são felizes por terem alcançado o entendimento de que “melhor é estar solitário e tratar da alma, que, descurando-a, fazer milagres” (Tomás de Kempis).
Afinal, não é por acaso que S. Luis Maria inicia seu Tratado da Verdadeira Devoção com a exaltação lapidar: “Foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por Ela que deve reinar no mundo”.

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