OS SANTOS PADRES E OS ANJO

Os Santos Padres da Igreja ensinaram, desde cedo, essa doutrina. São Basílio, o Grande, afirma: «Que cada qual tem um anjo para dirigi-lo, como pedagogo e pastor, é o ensinamento de Moisés». (Ex 32,34).

E São Jerônimo assim comenta a passagem de São Mateus, (Mt 18,10), sobre os anjos das crianças: «Isto mostra a grande dignidade das almas, pois cada uma tem, desde o nascimento, um anjo encarregado de sua guarda».



Santo Agostinho pergunta: «Como podem os anjos estar longe, quando nos foram dados por Deus para ajudar-nos? » E responde: «Eles não se apartam de nos, embora aqueles que são assaltados pelas tentações pensem que estão longe».

O príncipe dos teólogos, São Tomas de Aquino, justifica a existência dos anjos da guarda pelo princípio de que Deus governa as coisas inferiores e variáveis por meio das superiores invariáveis. Estando o homem sujeito a instabilidade e sob o julgo de suas paixões, é governado e amparado pelos anjos, que são para eles o instrumento da providencia especial de Deus.



A crença na existência e atuação dos anjos da guarda está tão firmemente estabelecida na Tradição da Igreja que, desde tempos imemoriais, foi instituída uma festa especial em louvor dos mesmos. A partir dos dados da Sagrada Escritura e da Tradição, os teólogos foram explicitando, ao longo dos séculos, uma doutrina sólida e coerente sobre os anjos da guarda.



Assim a existência dos anjos é uma verdade de fé, provada pela Escritura e pela Tradição

Os Três Gloriosos Arcanjos
«Eis que veio em meu coração socorro Miguel, um dos primeiros príncipes» (Dn 10,13).
«Eu sou Gabriel, que assisto diante (do trono) de Deus» (Lc 1,19).
»Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos diante do trono do Senhor» (Tb 12,15).



A Santa Igreja e o povo de Deus veneram de modo especial os três gloriosos arcanjos – São Miguel, São Gabriel e São Rafael.



Embora sejam continuamente chamados de Arcanjos, segundo bons teólogos e comentaristas das Escrituras, esses  anjos certamente pertencem ao primeiro dos coros angélicos, o dos Serafins.



SÃO MIGUEL: «QUEM É COMO DEUS?»



Em hebraico mîkâ’êl significa: «quem (é) como Deus?» (Ap 12,7-12).
São Miguel Arcanjo é o protetor de Israel enquanto o povo eleito (Dn 10,13-21); ele é também o protetor do nosso povo eleito pela graça de Cristo.



SÃO GABRIEL: «FORÇA DE DEUS»



Em hebraico, «gabrî’êl» quer dizer: «homem de Deus»; ou «Deus se mostrou forte»; ou, ainda, «força de Deus». A tradição cristã vê nele o anjo que apareceu aos pastores para anunciar o nascimento do Salvador (Lc 2,8-14), e a São José, em sonho, para explicar a concepção virginal de Maria Santíssima (Mt 1,20). Teria sido ele também quem confortara Jesus em sua agonia no Horto (cf. Hino de Laudes do dia 24 de março).



SÃO RAFAEL: «MEDICINA DE DEUS»


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