O CONSOLO DE LÚCIFER



Um dia, voltando da terra, chegou um demônio ao inferno. Estava triste e abatido. Dirigindo-se a Lúcifer, o rei das trevas, disse:

- Chefe, falhou completamente o meu esfôrço. Mostrei ao Filho do homem todas as riquezas e grandezas do universo e prometi-lhe dar-lhe tudo aquilo com a única condição de que me adorasse... E eis que ele me repeliu com desprezo.

- Consola-te, meu filho, responde Lúcifer, mesmo que esse esteja perdido, todos os outros nos pertencem... Depois de algum tempo regressa o demônio de sua nova excursão pela terra e diz:

- Chefe, está tudo perdido. O Filho do homem acaba de fazer ao povo, no monte Tabor, um sermão sem igual. Ele afasta a todos das vaidades terrenas e impele-os para o reino de Deus.

- Consola-te, meu filho, diz Lúcifer, eles gostam de ouvir palavras novas e belas, mas não as põem em prática. Esquecer-se-ão delas como se esqueceram dos ensinamentos dos profetas. Faz o demônio outra excursão pela terra. Quando volta ao inferno, chega-se ao poderoso rei Lúcifer e, desanimado, diz:

- Meu chefe, o nosso poder está liquidado para sempre. O Filho do homem selou sua doutrina com a própria vida, provando assim que é realmente o Filho de Deus.

- Não te aflijas demais, meu filho, replicou Lúcifer, eles serão nossos apesar de tudo. O Filho do homem provou, é verdade, por sua morte na Cruz, que é o Filho de Deus... mas consola-te, meu fiel emissário, os homens não crerão nele. Meu irmão, tira deste imaginário diálogo uma preciosa lição para tua alma, isto é, que não deves viver, como pagãos e libertinos, sem fé, sem religião, sem Deus.
Fonte: www.saopiov.org

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